Me impressiona o fato de que as pessoas que dizem odiar esse país me acusam de não enxergar os problemas de ser cega e muitas vezes dizem que sou iludida e bla bla bla, isso quando não são aqueles que não me conhecem e me insultam de maneira direta ou indireta.
Mas, claro eu não sou capaz de perceber todos os problemas a minha volta, não sei se há alguém com tal capacidade, mas considero essa minha característica humana simplesmente.
O que na maior parte das vezes faz com que os antinacionalistas acharem que só eles enxergam a verdade e que só o fato deles defenderem o que defendem faz estarem sempre com a razão? Ora, será que alguém que só sabe relevar coisas negativas sobre o Brasil e que ao invés de ao menos propor soluções só arranja motivo pra dizer “ta vendo eu tenho razão em odiar o Brasil” não é iludido também? E a cegueira de quem não enxerga a solução, não conta?

Acho interessante também a manobra do que eu vou chamar de “conformismo pessimista”. O conceito se baseia num artifício tão fácil quanto desprezível, o de que por algum motivo o brasileiro é incapaz de resolver os problemas do país dele, ou seja, “o país nunca vai mudar por causa desses indivíduos então o melhor a fazer é cruzar os braços”.
Acusados eles dizem “isso não é preconceito é conceito definido”, definido dentro dos próprios valores, das próprias convicções, ai me dizem “não, eu me baseio em fatos” e vomitam qualquer notícia ruim sobre o Brasil como se aquilo fosse o juízo final pra estigmatizar milhares de seres-humanos cuja única coisa em comum é terem nascido no mesmo país. Isso é preconceito, aliás, uma das melhores definições do mesmo.
A difamação. Infelizmente não achei um termo mais “light”, essa é a prática mais medíocre que usam, sim, os antiamericanos também usam da difamação, essa característica é típica dos “anti-alguma-coisa”. Não obstante, a técnica se baseia em postar uma ou várias noticias ruins ou boas predispondo uma conclusão.
Eu sempre levanto essa questão nos tópicos, mas no calor da discussão eles não entendem por mais que eu tente explicar.
É simples, o cara pega uma notícia ou fonte e posta ela querendo já incitar alguma coisa. Eu acho esse método de argumentação covarde, todo país tem podres, eu posso justificar o meu ódio por qualquer país me baseando em notícias ruins, se fizessem o que fazem contra o Brasil usando a Zâmbia, a França ou A Republica da Puta Que te Pariu o resultado ia ser o mesmo. É fácil de mais justificar o ódio se baseando em características ou notícias ruins de um país.
Ainda que existam muitas outras críticas a se fazer contra os antinacionalistas em sua maioria ou mesmo pelo seu conceito básico de odiar o Brasil é importante salientar que a maior parte de todo o discurso deles é a pré-concepção. Vale repetir; Acusados eles dizem “isso não é preconceito é conceito definido”, definido dentro dos próprios valores, das próprias convicções, ai me dizem “não, eu me baseio em fatos” e vomitam qualquer notícia ruim sobre o Brasil como se aquilo fosse o juízo final pra estigmatizar milhares de seres-humanos cuja única coisa em comum é terem nascido no mesmo país. Isso é preconceito, aliás, uma das melhores definições do mesmo.
É comprovado que o ódio por determinadas nacionalidades SEMPRE foi um atraso para a humanidade, com isso só temos a perder culturalmente e individualmente, já que a aceitação dos outros a nossa volta só tem a nos beneficiar.
E sinto informa-los, mas terminologias como “macaco”, “merdlhiero”, “bostileiro” não amenizam em nada as características preconceituosas, na verdade só as ressaltam.
O preconceito disfarçado é um assunto que merece uma postagem só sobre ele.
Obrigada por ler meu Blog.
Mary Ann
3 respostas Até agora ↓
João da Rocha Labrego // Março 21, 2008 às 11:29 am |
Cara Mary Ann:
Fiquei surpreso após ler alguma de suas postagens na comunidade “Tenho medo do cidadão de bem”, pois você encontrou respostas à muitas indagações que eu somente tive coragem de verbalizar depois dos 40 anos de idade.
A princípio, deu-me um desespero pois achava todas essas perguntas irrespondíveis e estavam tão acumuladas em minha mente que a simples tomada de consciência das mesmas me deixava irado, pois sempre vivi como se não tivesse nenhuma pergunta a fazer a fim de me dar uma falsa sensação de segurança na vida.
Enfim, eu não passava de um medroso e covarde mas também pudera. Fui ensinado a ver os mais velhos como certos e eu sempre como errado pois quem tem muitas perguntas é por que não sabe nada ou é ignorante.
Em minha família, as minhas perguntas eram ridicularizadas tanto pelos pais quanto pelos irmãos mais velhos, já que eu era o caçula e isso ía me fazendo esconder cada vez mais a minha ignorância com medo de ser criticado.
Imagine então a minha atuação profissional já na fase adulta. Tornei-me hiperativo profissionalmente pois sentia medo de ser desmascarado como alguém que não sabia nada pois, segundo a minha família, eu não era um profissional porque estudei e sim porque dei sorte ou porque sabia enganar muito bem ou porque as pessoas tinham pena de mim e alimentavam minhas ilusões.
Bem… na sociedade fui percebendo que as coisas funcionavam da mesma maneira que em minha família. Por isso, além de passar a evitar o contacto com minha família fui também me tornando anti-social pois acreditava que a minha raiva constantemente estimulada era provocada pelas pessoas ao meu redor e não pelas humilhações familiares recalcadas em meu íntimo.
Não posso generalizar esse comportamento brasileiro de se falar mal do país em que vive mas acredito bastante que isso se deve muito mais às origens familiares dos indivíduos e da forma como esse convívio foi administrado do que propriamente à alguma ingerência política em nosso país.
O que acontece de fato é que queremos justificar nossas revoltas contra a nossa família contra a qual não temos coragem de nos voltar contra e transferir essas mesmas revoltas para outra coisa que neste caso é o próprio país.
Já percebi que filhos oriundos de boas famílias quando perdem tempo com política é justamente para propor soluções para algum problema concreto e não para consertar o país inteiro.
Já aqueles oriundos de famílias desestruturadas ou neuróticas acabam usando a política para catarsearem suas revoltas contra a família e que não tiveram coragem de verbalizá-las. Também pudera, sou do tempo em que qualquer impertinência dos filhos era punida com uma sessão de pelo menos meia hora de cintadas no lombo e não importava onde as cintadas pudessem atingir.
Acredito que sua perplexidade diante desse comportamento brasileiro pode encontrar respostas no próprio comportamento familiar dos indivíduos que apresentam esse comportamento.
Vou te dar um exemplo: minha mãe nunca amou meu pai e sua relação conjugal se baseava mais numa relação de dependência financeira e material do que propriamente de amor conjugal. Meu pai sentia isso e cada vez mais ía se garantindo financeiramente guardando dinheiro na poupança e se tornando mais pão-duro, limitando-se a apenas pagar as contas e prover o lar de alimentos. Minha mãe se revoltava contra isso e ía envenenando os filhos contra o pai e, apesar de tudo, pelo menos eu, sempre admirei meu pai. Como essa revolta transferida para mim pela minha mãe não tinha um alvo definido eu também tentei me tornar um crítico do governo mas não tinha vocabulário suficiente para tal coisa. Por esse motivo, por falta de alguém para transferir meus ódios, acabei por me apegar ao estudo e à profissão como meio de calar dentro de mim essas vozes que não queriam calar.
A doença social brasileira, como vê, não está exatamente na sociedade brasileira em suas origens e sim na família brasileira.
Abraços.
Enigmático // Abril 19, 2008 às 8:53 pm |
Poxa, vou sentir muitas saudades das suas palavras e da sua paciência….
Foi um enorme prazer ter te conhecido, mesmo que na internet …
Espero conhecer mais pessoas como você, que me façam enxergar beleza no mundo…
Mil beijos…. ;*
Enigmático // Abril 19, 2008 às 9:02 pm |
Gostaria de dizer que continuo achando você uma raridade positiva, a nobreza em forma de pessoa…